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quinta-feira, 29 de julho de 2010

ESSA SOU EU... QUERENDO MUDAR O MUNDO ATRAVÉS DE MINHAS PALAVRAS...

Poetas em Essência - Pricilla Camargo Diniz

Beleza é ver beleza até no que é podre...
Poesia é ver...
Ser poeta é sentir algo a mais do que todo mundo sente...
Poesia é dar ênfase aos detalhes, e isso virar música recitada...

Poesia é a percepção da magia...
Ser poeta é existir... é sentir... é glorificar os sentidos.... é levitar nas emoções contraditórias...

É enraizar-se de si no mundo... gozar pelo mundo...

Derramar lágrimas...
Não importar-se com os sabores... se doce.... se amargo...

Poeta em essência, é ser um vulcão e não controlar nada... é ver que o mundo é seu pelos detalhes que percebe...

É andar pôr necessidade pelo caminho e ver tudo diferente...
É entregar-se a mais profunda reflexão...

É admirar a existência...
Irritar-se facilmente...

É acolher um sorriso...
Uma lágrima...
Um grito...
Um cheiro...
Um gesto...
Uma pedra....
Um buraco...

É ver que sem isso a vida não seria linda como é...Apesar de tudo!!!!

Inércia dinâmica... - Pricilla Camargo Diniz

E de repente o céu cheio de estrelas, despenca...
Coisas rosas, afetam-me;
Soldados, marchando e levantando faixas de manutenção da ordem,
para dentro da minha cabeça...

Risos temperamentais, circulam sobre a existência azul...
A doce fala entra em meus ouvidos e arrebenta...
Me fez chorar...

Faz ameaça a uma alegria superficial e corrompe
a alma cheia de procura...
Melodias cheias de torturas, passam pôr entre Eu...
Desgosto recobre um caminho...
Luz disfarçada...

Volúpia concreta à camuflar verdadeira vocação...
Passos sustentados pôr desejos irreais...
Ventos fortes bagunçam a harmonia criada...

Diga-me o que é realmente importante...

Andar ou criar o próprio caminho?
Sonhar ou permanecer inerte na cama?
Almejar ou conseguir pronto?
Beijar ou deixar ser beijada?
Gozar ou deixar de gemer?

Verdade montada...
Paralisia irritante e decorrente do nojo e sonhos desfeitos...

Música de mim... - Pricilla Camargo Diniz

Borrifador de idéias
Canavial - garapa
Pingos de notas
Almofadas de algodão

Beira da emoção
Cinzas espalhadas de mim
Pôr mãos que não conheço

Veias grossas que bombeiam vida

Poesia existente em cada toque....
Amor e ódio, juntos...
Dentro de uma mesma caixa...
Caixa que toca uma música nostálgica e niilista...

Vidro estraçalhado...
Imagem distorcida na boca de alguém...

Coluna de concreto
Que edifica os rastros de sombra

Cristal ao contrário
Idéias que sumiram...
Receio do vazio permanente

Costas quentes...
Globos oculares atrás de uma armação básica

Folha pautada...
Papel de seda que ajuda a copiar a realidade para dentro de mim

Amo – te além do infinito - Pricilla Camargo Diniz

Amo – te além do infinito


Quem me dera sonhar com tão grande amor e respeito em tempos remotos...
Ai, quem me dera....
Poder viver em braços fortes e aconchegantes.... Vivenciar tão magnífico amor.... Que vislumbra a alma e acalma o pranto...
Amo-te além do infinito para que a aurora não desconheça o seu perfume

Um momento... Pôr favor... - Pricilla Camargo Diniz

Bom ... aguarde um momento...

Vejamos o que vamos fazer...

Hum.. hum... hum... ah... já sei...

Talvez cortar o seu cabelo...
Mudar a cor da sua pele

Comprar roupas novas..
Rir dos outros...

Colocar botas que machuquem os seus pés...

Apertar bem o espartilho...

Usar uma gota de perfume para dormir...

Escutar baladas românticas...

Ter um diploma para pendurar em algum lugar de destaque...

Comer esgargô ...

Ir a boate da moda ...
Ficar doidona...
Perder a razão...
Beijar em várias bocas...

Enroscar o seu corpo a outros...

Beber...
Perder a lucidez

Estudar na manhã seguinte...

Usar o seu telefone móvel...
Falar mal "dela"...

O que mais?
Vejamos...

Ah... sei lá... to cansada...
Você escolhe.... você é livre... não é mesmo??????? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Vivendo o caos - Pricilla Camrgo Diniz

Na festa profana, em meio ao caos...
Ouço um som, um barulho que não me diz nada...
O que estou fazendo neste lugar?... neste alvoroço?
Meu lugar não é aqui...
Pisadas, risadas debochadas, pancadas ao soar de mim...
Voltamos aonde estávamos...
Mas o espelho já gritou comigo que é a hora da libertação!!!

Será que o amor existe ou eu sonhei? - Pricilla Camargo Diniz

Deixe-me aproximar do seu calor
Sentir o gosto do seu céu...
Acalentar-me nos seus joelhos...
Deleitar-me em você

Sentir todo o seu perfume
Ficar descalça nas suas costas...
Sonhar nua em sua frente

Rolar em seu planeta...
Estremecer à sua fala
Irritar-me com sua ausência

Saborear seus desejos...
E morrer em paz nos seus braços

O Meu Ato de “Escrivinhar” - Pricilla Camargo Diniz

Procuro na minha realidade algo que me inquiete...
Não quero ser Santa ...
Não me interessa a santidade...
Quero provocar o caos interno, pois só através disso vem a reflexão...
Quero sentir e transmitir, que atrás de toda nuvem escura e carregada tem sempre um lindo céu... (isso sem romantismo barato)...
Mas também quero transmitir que com a escuridão se aprende muita coisa...
Costumo dizer que a fumaça e uma parede cheia de buracos podem estruturar os passos, pois aguça os sentidos e a percepção...
Às vezes tenho sensação de nada... vejo os olhos das pessoas e me entristeço...
Queria ficar escondida... mas tenho uma verdadeira angústia... é um paradoxo: querer me misturar com as pessoas, e ao mesmo tempo me manter distante...
A falsidade e os risos sem graça, tomam conta das relações....

Erguem-se montanhas de gelo...
É assim, “escrevinho” sobre mim... como me coloco no mundo e como o vejo... não tenho a pretensão de doutrinar, mas sim de causar ansiedade... e em cada palavra que carimbo no papel, meu sangue, meu sangue fica impregnado...

Estou muito chata...
Pausando a vida...
Caminhando...
Que merda!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Medo... Tentativa de desistência! - Pricilla Camargo Diniz

De que adianta olhar para esse céu...
De que adianta ver esse céu azul...
E ver essas "estrelas mortas"...

Estrelas que caíram sem motivo
... que deixaram de brilhar...

Quais são os motivos de tanto sofrimento
Se tanto brilho ofuscou-se
Se a difusão de beleza chegou a se perder em um buraco negro...

Papéis embolados e deixados de lado

Neles estão escritos os desgostos
O egoísmo de um peito cheio de dúvidas e de medo...


Tentativa de resgate
Tentativa de fuga
Tentativa de desistência

Corpo deixado ali jogado...
Respiração que cessou ...

Coração parado...

Coragem renovada!

Busca contínua....

ESTRELAS MORTAS que ressurgirão!!!!!!!!!????

Falar pôr si mesma - Pricilla Camargo Diniz

Falar pôr si mesma

Saliva azul escorrendo
Chegando até os pés sangrando...
Cérebro em pura brasa...
Comendo olhos cristalizados
Prata pérola que ilumina, gestos paralisados...
Sombra sem objeto,
Objeto sem forma...

Caneta segue "escrivinhando" passos de aurora...

Certeza - Pricilla Camargo Diniz

Certeza



Tem horas que a visão que tenho é de pura ilusão e inocência... já que as regras que combatemos também praticamos... sob um olhar morno, febril sobre toda essa insatisfação...

Você que tem razão, você que merece milhões de aplausos pôr tentar abrir meus olhos... mas você diz que não se pode fazer nada contra todo esse nojo... que tudo vai permanecer igual... que a coerência nesse meio não existe...

Feliz ou infelizmente, vou continuar indagando até quando eu tiver voz e força... vou continuar a almejar um outro mundo, onde as pessoas saibam respeitar e vivenciar suas conquistas sem "tratorar" alguma coisa e não utilizar de artimanhas para conquistas pessoais que fingem ser para um " bem coletivo".
Vou continuar no meu canto, escrivinhando e tendo pensamentos azuis...

Como a lua... - Pricilla Camargo Diniz

Como a lua...


Como os raios mais firmes do luar, você me persegue
Desfaz-me e deixa-me desolada com sua voz e seu olhar...

O ser que caiu do nada e veio arruinar todo um processo já consolidado...

Como a cor mais escura, que aos poucos vai ficando degrade,
Você entrou em lugar proibido,
Você descobriu segredos,
Você sabia desde o começo que eu era integrante de uma legítima irmandade de bruxas,
E você tornou-se o meu guardião, meu guia, o meu porto seguro...

A lua me testou e eu chorei...
Chorei quando percebi o que não poderia ter acontecido jamais, justamente pôr ser totalmente proibido...

Quando percebo o seu olhar cortando-me e vidrando-me , é como se fosse um punhal em meu coração, dilacerando a alma e fazendo correr em meu corpo uma sensação estranha e gostosa, mas que eu escolhi sentir...

A sua boca é sedenta do meu gosto...
E a minha quer sentir o gosto da sua....

Olhar o colorido do sol e sentir o frescor da água, faz parte dos prazeres de estar contigo...
É saber que as coisas são como são e nada foi pré- determinado,
As coisas são porque são, não se tem que buscar motivos , elas simplesmente são e existem....

Eu sinto o que sinto, pôr sentir e como você mesmo me ensinou...
SINTO O QUE SINTO POR MIM E NÃO POR NINGUÉM!!!!!!!!!!!!

Olá - Pricilla Camrgo Diniz

Oi...
Verdadeiramente me entrego ao vento e ao pensamento...

Construções gigantescas na cabeça de alguém...

Talvez eu não tivesse sido assim... tão confusa...
Mas sim, me feito confusa...

Mãos em minha captura me sustentam...

Menina mimada que irrita a todos...

Menina- mulher... que teima em não crescer...

Mulher que se faz de frágil...

Garota que tem muito medo do escuro...

Vilã de si mesma...

Bruxa sem caldeirão...
Perfume adocicado que enoja...

Estrelinha linda que sorri...
Fortaleza...
Montanha...

Pode vir ...
Eu agüento...

Mas não chore de emoção...

Análise Inacabada - Pricilla Camargo Diniz

Sento em algo macio, gostoso bem confortável...
Passo a mão pela maciez e deslizo o meu corpo bem devagar, a deitar-me...
Sinto que o leve toque da minha pele nesse lugar, proporciona-me sensações suaves...
Estico o meu corpo e os meus ossos estalam...
Olho para o meu pé, o vejo pequeno, delicado, descalço e vou tentando imaginar qual a trajetória da minha circulação... sinto cada veia a pulsar, sinto cada respiração e analiso a finalidade disso tudo! ....

O que mais??????????

Aaaahhh agora é com você...






Opa... agora raciocine ....

E escreva a própria história!!!

Existência de possibilidades - Pricilla Camrgo Diniz

As estrelas vieram me contar que o som do céu não é mais o mesmo...
E que as posições dos astros foram modificadas...

Mas isso não tem importância, pois, os meus olhos apenas seguem os passos do vento e os meus pés, seguem o verde da música tocada pelos pássaros...

O cheiro de melancolia exalado no ar, deixou algo para trás...
Algo que pode ser traduzido pôr descontentamento e sujeira...

Podridão é o que vejo...
Falta de respeito com a condição humana...

Mas a aurora vem e coloca sempre um novo início, novas possibilidades...

E no caminho seguido pela "sina azul", escuto vozes e gemidos, que me amedrontam e me seduzem...
Seduzem pelo perfume e palavras e depois me mostram um sabor, sabor este que fica preso ao céu da boca e se esconde na alma...

Adoro essas vozes...
Adoro esses gemidos...

Eles me mostram coisas que nunca tinha experimentado, apesar de saber que a aurora sempre vem também pôr este caminho...

Mas as coisas acontecem na hora certa...

E no fim de tudo sempre vejo uma lágrima azul, escorrendo rumo a uma boca vermelha....

Escravidão - Pricilla Camargo Diniz

Dedo na garganta...

Aflição... prazer...

Imagem que não agrada...

Perfil insuficiente ...

Comida que não desce...

Ou melhor, não é permitida descer...

Aplausos...
Gritos...

CAMA...

ESTAR EM CÔMA ...

Constrangimento... fraqueza

Maquiagem para camuflar...

Beleza involuntária

Soluços deitados... gordura... banha...

Carne em excesso ...

Mamãe fala que não, meu bem!!!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Verdade Crua - Pricilla Camargo Diniz

Aura de vida que se aproxima...
Aura de morte que se vai...

ou será o contrário?

não perco tempo pensando em morte...

tenho muito o que beber da vida...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Gozo - Pricilla Camargo Diniz

Espaço...
Abismo... vazio...
Mente vaga...
Bala doce...
Teclas quebradas...
Escrita embaralhada

Antônimo
Falo prazeroso...
Vibrador... gozo forçado - mecânico....
Líquido esbranquiçado
Não tem motivo
Pernas abertas...

Tela ligada
Vazio... escuro...
Janelas indiscretas
Bobagens
Palavrão!
Diversão
Programação da armadura

Ilusões concretas - Pricilla Camargo Diniz

Respirar... fechar os olhos...
Sentir... olhar para o Eu...
Alcançar a qualquer preço a fantasia...
E atingir com total ardência uma fadiga...
Falta de ar
Trocar energias pelos dedos...
Faíscas...
Janelas que abrem e mostram copos vazios...
Letras sem pingos ou acentos,
Situados no olho do furacão...
Tudo voando a sua volta...
Pele alva que não pode com o sol, devido ao efeito estufa e ao buraco no ozônio...
Braços empolados e vermelhos...
Out door de mim...
Livro sem página…
Capa sem ilustração...
Conteúdo ignorado
Alcance armado...
Tijolos à circular
Martelos prontos à derrubar

Meia – Noite...- Pricilla Camargo Diniz

É meia-noite em meu coração...
E sob o céu cheio de brilhantes estrelas vejo
Manso e sereno o meu Ser amado...
Com lágrimas nos olhos,... cabeça baixa..., olhar distante e duvidoso...
Louco para obter respostas...

É meia-noite em meu coração...
E quero que amanheça logo, pois já estou cansada de apenas
Admirar o brilho da lagoa e não fazer parte dela...

É meia-noite em meu coração...
E a minha busca já terminou...
Posso fechar os meus olhos definitivamente.

Nojo - Pricilla Camargo Diniz

Ao passo que tomado de surpresa...
A ânsia era tamanha...
A vergonha de pertencer a essa raça nojenta cresce abruptamente...
E as pessoas passam umas as outras para trás sem dó nem piedade...
E se dizem francas...
Sem peso no olhar...
Eco! Que Nojo!...

Sobre a verdade de ser enganada e humilhada

( ao entrar em órbita, vi as estrelas do céu do meu quarto... e gostei do que vi...)

Adormeci para tentar esquecer a voracidade da ganância que crescia...
E me dava náuseas... me irritava...
Mas de que adiantava eu me irritar...?

Adianta sim...

Os meus olhos nunca serão assim... cortantes como uma faca afiada...
Que não leva em consideração absolutamente nada...

O vento me disse: “Corra” - e eu corri!

Corri para tentar de alguma forma superar a leveza do ar...
A leveza da essência... e não me deixar abater pelo cansaço de ver coisas tão horríveis!

Bom... vou embora agora, não me acordem do meu precioso sono de juventude...

Gosto doce de fel - Pricilla Camargo Diniz

No escuro do quarto...
Na sala vazia...
Sussurros vem e vão em alto frenesi...

Imensidão...
Garimpo... tesouro escondido...
Ilusões nebulosas... andam caminhos nunca trilhados...

Gosto doce de fel....

Palavras que se misturam...

Sonda...
Gotas podres escorrem...

Prisão x Liberdade

Imensidão
Porão
Risos anestesiados de meninos que soltam pipa...

Vidros embaçados...

Poeira no olho esquerdo me irrita –

Grito de alerta

Invasão de nós - Pricilla Camargo Diniz

Como era meu o canto que era seu?
Como é sua a alegria que era minha?
Devolva-me tudo...
Quero viver com apenas coisas que me pertencem...
Quero apenas viver...
Como é sua as letras que eu escrevi?
Como é minha as palavras que você falou?

Prisioneiros de nós mesmos...

Livres um no outro...

Menina que voa... - Prcilla Camargo Diniz

existe uma menina que voa...
voa em direção a um lugar....
um lugar cheio de luz e muito perfumado...
com uma proteção extrasensorial...

existe em seu caminho...
pedras de cristal..

tem uma boca bem azul... com fortes dores amarelas

tem um sorriso largo e um dom de silêncio

tem uma cor clarinha... e em suas mãos tem um estrela bem brilhante... que se transforma em escudo quando ela está triste...

bem longe dali, mora um dragão bem perigoso... em um lugar bem escondido, onde ela nunca viu, mas sabe que existe...

não gosta de falar muito , mas tem uma alma bem calminha com aroma de hortelã... e quando anda o vento lhe faz companhia...

seus dedos são pequenos mas balançam...

seus cabelos acompanham esse balanço...


e a melodia vai atrás...

Nem te conhecia - Pricilla Camargo Diniz

Senti uma dor enorme...
Ao passo que me tornei você...
Minhas lágrimas rolaram de seus olhos...
Quis acolher-te...
Senti o vento, mas não vi diferença
Olhei o espelho e não vi meu reflexo... enxerguei apenas a sua face...

Caso conhecido? - Pricilla Camargo Diniz

Penduricalhos...
Enfeites...
Várias cores e modelos...
Quem quer 1º?

Armas apontadas para a cabeça...
Pessoas caídas...
Pranto misturado com sangue...

Anestesia diabólica
Sol que queima

Idiotice
Carniça

Pés atados

Bocas amordaçadas

Prisão de ventre...

Batuques internos de mim - Pricilla Camargo Diniz

Experimentos...
Toques de grave...
Ciranda...
Asas quebradas...
Zumbindo calado...

Rabo cortado

Pluma solta -
Mistério escancarado -
Coração passado -
Risos hilários -

Festa de última hora .
Olhos piscando pôr um lágrima que não quer rolar... ... ... ... ... ...

Vendidos - Pricilla Camargo Diniz

Paisagens em mim...
Raízes...
Gosto metálico e delineado...
Cânticos entoados pela lágrima azul que rola pela face rósea...
Antenas que sintonizam a semelhança...
Prazeres oferecidos
Aplausos...
Dinheiro contado...
Esquina fria...
Luz... neblina... falta de sentimento...
O que vale é a lei da oferta e procura...
Tudo é vendido...
Até suas orações!

Sobre o que escreverei?! - Pricilla Camargo Diniz

Talvez sobre os seus olhos;
Talvez sobre os seus lábios...
Não sei ao certo,


Olha, eu sempre quis escrever sobre algo lindo, que viesse de dentro da minha essência;
Sobre algo que nascesse com tanta força de dentro do meu coração...
Queria eu, escrever sobre a aurora que toda as manhãs molha as folhas,
Queria eu escrever sobre os pássaros lá fora , que cantam uma melodia suave que contagia e emociona quem ouve;
Queria escrever sobre as asas dos anjos, que sobrevoam nossas cabeças, na incessante missão de nos proteger a vida...
Mas estou na construção... Ainda não acabei...
E além do mais, estou completamente sem idéia. Deixe-me em paz!...

Perguntas soltas... - Pricilla Camargo Diniz

O que esperar de mim?

Quem eu sou de verdade?

Para que te entender?

O que é vício de sofrimento?

Onde tudo isso vai dar?

Pôr que tenho paralisia de medo?

Pôr que sento sozinha à mesa?

Pôr que eu olho constante no relógio?

Qual o seu real?

Será que o nada é cheio de tudo? Ou o tudo é cheio de nada?

Pôr que sempre as pessoas correm?

De qualquer jeito ?

O que vou fazer?

Seguir meu destino de bruxa ou virar uma burocrata ingrata e amarga?

Chorar ao ouvir uma música ou virar uma pedra de gelo?

Onde o caminho vai dar?

Beijo - Pricilla Camargo Diniz

Quero um beijo

Preciso de um..

Quero revitalizar-me

Amá-lo sinceramente será gratificante

Inundar ...

Eu amo você...

Um amor de certeza...

Um amor de beleza...

Não um amor de costume! ...

A culpa é minha – holocausto de mim - Pricilla Camargo Diniz

Nefasta noite que cai em mim...
Borbulhante aurora que me emociona...

O que fazer?

São tantas possibilidades ...
Tantos jeitos ...
Tantos olhares ...
Tantos cheiros ...

E eu???

Prisões violentas dentro da caixa aberta de Pandora ficam sinalizando pudores...

Holocausto doentio em mim ...

Estou na minha própria câmara de gás...

Como a vida é engraçada... - Pricilla Camargo Diniz

Os olhares se cruzam... e tudo acontece...
Os calafrios começam a percorrer todo o corpo...
As mãos tornam-se trêmulas...
As pernas tropeçam...
A boca fica seca...
Os lábios sedentos...
A alma dança uma música cor do céu e que enfeita a vida...
As palavras sopram uma brisa suave e boa aos ouvidos...
Os sonhos são claros...
Os medos são enormes
Mas preciso sentir....
Socorro ... causou um dano irreparável!

De volta ao meu holocausto - Pricilla Camargo Diniz

De volta ao meu holocausto



... Tudo desmorona...
Os meus sonhos, as minhas vontades...
E o meu coração...

Ninguém tem o direito de usar a minha estrelinha contra mim...
Mas o fizeram...

Colocaram-me a mercê do que eu sinto...
A minha cabeça dói ainda mais...
Os anseios não são permitidos pôr uma vilã que me ama...

Adeus mundo...
Adeus vento...
Adeus tempestades...

Talvez vocês consigam resgatar a carcaça do que um dia foi: Pricilla

Mas muito provável ela morreu no dia em que a proibiram de querer algo diferente...

Ela não iria simplesmente se rebelar...
Ela iria querer harmonia... mas como não foi possível...
Ela se suicidou e não deu nenhum grito...

Existem várias formas de se suicidar... uma delas é fazer de conta que nada existe...


E adeus bruxa – foi maravilhoso ter te conhecido!!!!!

Mas o resgate não tardará....

Despedida - Pricilla Camargo Diniz

Aqui pego o desespero e escondo atrás de palavras e signos.
Não quero evidenciar meus sentimentos,
Plenos de hipocrisia e confusão de pensamento faço discursos.
Quero deixar repousar o velho desejo e atração.
Quero deixar implícita a verdade imposta pelo meio e sonhar com o impossível.
Depois dos sentidos a emoção vai embora e deixa em seu lugar horror e nojo.
A beleza transformou-se em repugnância e constrangimento,
A vitória ficou escondida atrás de uma cortina de lágrimas doces que temperam a vida...
A sombra delineada na parede da lembrança, ficou contorcida pelo tempo gasto inutilmente a procura de sua imagem... O dever é significativo, as horas voam, o pesadelo começa; a luta entre o ser mais idealizado e a realidade grotesca paira sobre as nossas cabeças.
Os sonhos não tem lugar, aqui o que reina é a certeza e a segurança, não procuro, não procuro o que quero o que não quero achar, não percebo os sons, as marcas estão em mim.
Os desejos fugiram, e a agora?
A justiça está a sua espera, agora é hora do acerto de contas. O espetáculo gira, os dedos balançam...
O perigo vem. Os olhos fecham.
As cores misturam-se, formam manchas em volta de mim.
A razão esta inerente...
A clarividência diz...
O medo existe, mas não se sabe o motivo.
O sono vem. Tiro o tecido que protege a pele.
Fico com frio, olho no espelho vejo meu corpo claro;
A boca úmida boceja; um calafrio me persegue.
Levanto as cobertas, deito-me nua e fecho os olhos.
Está escuro. Não penso...
Sonho... São muitos os sonhos...
Procuro o seu rosto... Mas o perdi de vista, e agora/
Durmo em paz!!

Não me conheço direito... - Pricilla Camargo Diniz

Não me conheço direito...

Não gosto de dar o braço a torcer... mas sei que às vezes é necessário...
Não gosto de falar abertamente sobre o que sinto...
Sou meio “duro na queda”...
Mas o que posso fazer: meu coração começou a bater acelerado...
Bastou um novo ângulo... olhar de um jeito que nunca tinha visto... e pronto... aconteceu...
E estou eu aqui rendida e perdida em meio aos meus pensamentos e medos...
Viver algumas loucuras e aventuras é importante... disse o causador de tamanha surpresa ao meu coração...
Não sei se isso vai entrar no meu livro, mas é um registro importante e um marco para mim...
Nunca gostei de escrever sobre um amor banalizado... aquele de que “ vou morrer pôr causa dele...” não sou assim... sou objetiva... mas não dei conta de segurar o que está aqui agora... não pude fazer nada a respeito... até tentei segurar... tentei evitar... mas chega em tal ponto que é mais fácil meter a cabeça na magia e na mágica e esperar os resultados... mesmo que eles nunca apareçam...
Vai saber....
Não importa... falei...

Sonhei... acordei e continuei sentindo...

O medo é natural...

Mas enfrentar o medo também é natural...


Estou me esforçando...

Espero que funcione...

Até breve eu mesma.... sempre quis escrever para você...

Otimismo Hipócrita - Pricilla Camargo Diniz

Boca seca...
Olhos sedentos...

Lixo...
Fumaça que se espalha e engasga...
Horror misturado com sujeira...

Cabelo jogado no rosto...

Caminho sem saída...
Passos tortos...
Unhas que rasgam...
Pernas que deixaram de procurar...
Amanhecer distorcido....

Vômito preto...

Segredo?
Esconderijo?
Possibilidade?
Má audição?
Maldição?
Pesadelo?
Ingratidão e não reconhecimento...
Droga podre que não faz efeito...
Ameba enganadora...
Varíola...
Tristeza pisoteada...

Risos descartáveis...
Ideais usados e jogados fora...

Palavras soltas ao vento...

Dedos que apenas seguem os demais...
Pele que resseca...
Hidratante que irrita...

Espirro que não deu certo...
Engano enganado...

Ouvido estourado...
Coração cansado de bater...
Ao enxergar que seus olhos foram dilacerados!

Neste cenário ... o que nos resta é sermos otimistas....
Ehehehehehehehehehehehehehehehehhe.........

Intimidades dentro de uma coletividade - Pricilla Camargo Diniz

Intimidades dentro de uma coletividade


O respeito as individualidades...?????
Iguais a cordeirinhos...
Andando em fila indiana com a justificativa de "descobrir o Eu"...
Alternativas desgastadas...
Colocadas na parede...
Risos induzidos...
Estar de bem com a vida é ficar gritando e pulando sem querer????

Não quero dançar com eles, não sou forçada...
Mesmo tentando, a música me irrita...
Desastre moral...
Todo mundo igual...
Pisando em cacos sem gritar, prisioneiros de emoções falsas...
De falsas conquistas... e quem não quer se integrar a isso é considerado individualista, que não se mistura...
Cadê a verdadeira alegria?
O enclausuramento na lama não permite sair...
Tristeza ameaçada pela falsidade de alegria ... aquilo que é dito e não feito...

Intimidadas II - Pricilla Camargo Diniz

Nunca desejei "escrivinhar" isso... meu estilo não é esse... se é que tenho algum... mas sabe, estive pensando... preciso urgentemente da luz dos meus olhos... necessito do fogo de minhas mãos... careço de caminhar loucamente com minhas pernas... preciso descobrir, ou melhor, preciso assumir quem sou....
As lágrimas azuis escorrem pela lembrança viva de Natália... pelo anseio do caldeirão borbulhante... pelas letras vivas... pelo sangue que virou energia pura no ar...
Pare! Não olhe mais para os lados... já chega!! Cansei de justificativas furadas de falta de coragem...
Dores, farsas, ilusões de magias, não me importa... quero viver longe do que me prende...

Intimidades I - Pricilla Camargo Diniz

Adoro ser desejada...
Isso não é futilidade, é apenas um prazer...
Ah... juventude... que gosto bom...
Adoro ser admirada pela inteligência que exercito...
O engraçado é que são duas coisas que adoro, mas fico indignada de não poder falar, pois se isso fosse dito a qualquer pessoa, em qualquer lugar, aconteceria algum tipo de julgamento ( até eu estou julgando agora)...
Mas as duas coisas que adoro são minhas... e não vou camuflar isso...

Compra e venda de ilusões - Pricilla Camargo Diniz

Nomes...
Quimeras...
Castelos edificados à margem de mim...
Penumbras a volta
Galos à cantar...
Perguntas sem formulações...
Respostas não são dadas...
Peso de alma que levanta

Gelo... frio que me derrete...

Paisagem inventada de paraíso...
Compras que satisfazem qualquer tristeza...

Bichos voam levemente
Sugam sabores do fluído vermelho...
Bebem-no todo
Deixam corpos deitados e deleitados

Precipício magnífico...
Masmorras enfeitadas...

Questionamentos aprisionados dentro de uma caixinha de presente...
Vendas e leilão de sonhos...

Preços diversos... ao gosto do freguês...

Gemidos escondidos através de maquiagem... (mas)
Será que ainda restam gemidos?

Para que saber a diferença?! Pricilla Camargo Diniz

Vivendo o presente, reparei na ilusão de ter alcançado o impossível...
Os meus olhos enxergam com força e malícia o que os outros chamam de: "Ir de encontro com o desconhecido!"

O obscuro, garante a sabor adocicado do signo azul, que desce e abre com leveza os arredores do músculo que bombeia com precisão, o líquido espesso que garante a sobrevivência...

Os cristais deixados pelo chão, dão o tom de melancolia ao entender que não se é permitido o egoísmo e nem o narcisismo...
São espelhos partidos, caídos... mas que promovem no ser um desolamento de alma ... que aprofunda a amargura de não se ter e nem ser permitido cogitar com medo do que se pode trazer de ruim para outras pessoas em sua volta...

Oh... deixe passar... porque a vida não é só esperar .... é também ir a luta e querer gerar sentimentos bons...

O que pode acontecer é que, os passos vão se tornado lentos... a respiração vai falhando... os olhos cedendo ... os cabelos sufocando... a emoção engasgando ... e o pesar .... toma conta...

Angústia, outrora veio... sem saber das conseqüências inimagináveis da condição humana...

Oh... quem dera poder cumprir a profecia e fazer despertar o dragão adormecido e irritar os grilos que pulam...
Mas não posso... isto não tem como, porque dragões não existem e talvez eles só existam na minha cabeça... e pôr isto sofro tanto...

O lamento crescente de quem quer o melhor e saber que existe vários tipos é um sacrifício enorme e desumano...

Ora, não se vai o pensamento confortável, que atropela o sentido que corroe com tranqüilidade a iniqüidade constante do exagero lunático de quem pensa esconder o que não tem jeito...

Mas as resoluções já foram tomadas, os enganos cometidos e os gritos reprimidos... o que estava preso fugiu e não se sabe o paradeiro...
É triste, mas é verdade... sentir e não sentir, qual a diferença principal?

Estou assim... muito feliz - Pricilla Camargo Diniz

Andando na floresta... uma ventania logo me surpreen