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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Nojo - Pricilla Camargo Diniz

Ao passo que tomado de surpresa...
A ânsia era tamanha...
A vergonha de pertencer a essa raça nojenta cresce abruptamente...
E as pessoas passam umas as outras para trás sem dó nem piedade...
E se dizem francas...
Sem peso no olhar...
Eco! Que Nojo!...

Sobre a verdade de ser enganada e humilhada

( ao entrar em órbita, vi as estrelas do céu do meu quarto... e gostei do que vi...)

Adormeci para tentar esquecer a voracidade da ganância que crescia...
E me dava náuseas... me irritava...
Mas de que adiantava eu me irritar...?

Adianta sim...

Os meus olhos nunca serão assim... cortantes como uma faca afiada...
Que não leva em consideração absolutamente nada...

O vento me disse: “Corra” - e eu corri!

Corri para tentar de alguma forma superar a leveza do ar...
A leveza da essência... e não me deixar abater pelo cansaço de ver coisas tão horríveis!

Bom... vou embora agora, não me acordem do meu precioso sono de juventude...

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