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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Despedida - Pricilla Camargo Diniz

Aqui pego o desespero e escondo atrás de palavras e signos.
Não quero evidenciar meus sentimentos,
Plenos de hipocrisia e confusão de pensamento faço discursos.
Quero deixar repousar o velho desejo e atração.
Quero deixar implícita a verdade imposta pelo meio e sonhar com o impossível.
Depois dos sentidos a emoção vai embora e deixa em seu lugar horror e nojo.
A beleza transformou-se em repugnância e constrangimento,
A vitória ficou escondida atrás de uma cortina de lágrimas doces que temperam a vida...
A sombra delineada na parede da lembrança, ficou contorcida pelo tempo gasto inutilmente a procura de sua imagem... O dever é significativo, as horas voam, o pesadelo começa; a luta entre o ser mais idealizado e a realidade grotesca paira sobre as nossas cabeças.
Os sonhos não tem lugar, aqui o que reina é a certeza e a segurança, não procuro, não procuro o que quero o que não quero achar, não percebo os sons, as marcas estão em mim.
Os desejos fugiram, e a agora?
A justiça está a sua espera, agora é hora do acerto de contas. O espetáculo gira, os dedos balançam...
O perigo vem. Os olhos fecham.
As cores misturam-se, formam manchas em volta de mim.
A razão esta inerente...
A clarividência diz...
O medo existe, mas não se sabe o motivo.
O sono vem. Tiro o tecido que protege a pele.
Fico com frio, olho no espelho vejo meu corpo claro;
A boca úmida boceja; um calafrio me persegue.
Levanto as cobertas, deito-me nua e fecho os olhos.
Está escuro. Não penso...
Sonho... São muitos os sonhos...
Procuro o seu rosto... Mas o perdi de vista, e agora/
Durmo em paz!!

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